quarta-feira, 21 de abril de 2010

- "A vida pode-nos sorrir se a fizermos rir" -

Pois é, a vida é injusta para quem dela não gosta, é similar ao amor, como já disse num texto meu anterior: "o amor gosta de nós se nós gostarmos dele".
Se andarmos deprimidos, tristes e com o pensamento a arrastar pelo chão, a vida não nos dá nada do que tem de melhor, nada nadinha. Passamos á ser só nós e... Nós. Sem mais nada nem ninguém.
Por isso temos de pensar SIM e dispensar o NÃO. Abominar o mal e amar o bem.
A vida pode-nos sorrir se a fizermos rir.
Toca a andar.
Toca a viver.
Toca a ser feliz.

Y

terça-feira, 20 de abril de 2010

- "até moscas moles de verão lhes voam por cima daquelas cabeças feitas de estrume..." -

-Olha tens o cromo número 31?
-Não, mas tenho o 32. Queres trocar?
-Sim.

Ás vezes sinto-me um cromo, no mau sentido da palavra. Por vezes sinto-me trocado.

É nojento. E as pessoas que o fazem mais nojentas são, até moscas moles de verão lhes voam por cima daquelas cabeças feitas de estrume...

"O mundo é um penico"

O mundo é tão grande e tão pequeno.

Conhecemos pessoas que nos conhecem a nós. Vemos pessoas que não conhecemos de remota parte alguma e uns minutos ou dias depois já sabemos quem elas são. Seja por ser amigo de infância do pai ou da mãe, vizinho da tia histérica que vive no Estoril á sombra das palmeiras, ou por ser um ex cliente da filha da prima que é cunhada do sogro de outrem.

E não é o mundo um penico? Está na cara!

Descobrimos gente, gentinha e gentalha de todas as partes. Gente que conhece quem também nos conhece. Bons amigos, namoradas, ex-mulheres, sei lá eu o que para aqui há.

É tanta gente num sitio tão pequeno que todos se acabam por cruzar. é fantástico.

E, com este texto tão superficial acho que não consegui mostrar o meu ponto de vista da coisa. Não foi fácil explicar.

Que graça. Conheço-te de algum lado?

segunda-feira, 19 de abril de 2010



♫♥☺ Oiçam-lá . Comigo . É perfeito...
Y

Ouiçam o barulho do silêncio. É o mais puro. É o de que mais gosto.

Ouiçam o barulho de uma boa cantora de jazz lendária. Que doce.

sábado, 17 de abril de 2010

"Amor incorrespondido é coisa do tempo de Inês de Castro"

O amor veio ter comigo, e eu dei-lhe um chuto no cu, porque não o quero.
Ele veio ter comigo, todo esperançado e confiante, e eu dei-lhe uma facada no peito.

Não quero sofrer por amar quem não quer.
Não me deixas ter quem quero, és injusto e desequilibrado.

Amor, por favor, faz-me amar alguém que eu consiga alcançar, de preferência alguém que goste também de mim.
Dá-me as duas metades da laranja, não sejas forreta. Meio sumo não serve, um sumo sabe bem, tão bem.

O amor que eu conheço é somítico, injusto, desequilibrado, e nunca meu.

E, ainda para mais, é incorrespondido. Não se admite. Amor incorrespondido é coisa do tempo de Inês de Castro, que usava vestidos pavorosos, compridos, cheios de pregas, folhos, pelissas, pompons, flores e flores-repolho! E nós não queremos isso.

Agora peço-te a sério. Dá-me o melhor de ti, o melhor dos dois. Não me dês só uma das partes, dá-me tudo. Quero um amor fácil, sem choro e dor.

Odeio este amor que me deste, tão reles.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tu não me quiseste, mas gostaste de me ouvir.

Disse-te coisas lindas,
Os teus olhos incharam,
Bem como o teu orgulho que te passaram.

Herdaste o melhor e o pior,
Mas isso não interessa,
isso é só o que há a teu redor.

Gostaste do que ouviste,
Por mais pediste.
Não mais te dei,
O teu coração ficou roto.

O amor que sentia por ti,
ficou-se por ali.
O que querias de mim,
Não chegou ao pé de ti.

O meu amor acabou por ti.
A história acabou aqui.

Fim.

Ponto final.

Nem mais uma virgula.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Tenho tido saudades de uma palavra, vou tento saudades dela, estou farto de as ter, por isso eu a digo a mim mesmo : obrigado.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

mãe e filho:



- Mãe, acho que gosto de uma menina, ela tem cabelos loiros e grandes, tem uma cara bonita e uns olhos lindos.

- Como é que se chama?

- Não digo, tenho vergonha.

- Diz lá. A mãe não conta a ninguém. Prometo.

- Chama-se Joana, e é tão bonita.

- Gostas dela?

- O que é gostar? Não sei se gosto.

- Pensas muito nela? Gostavas de a ver mais vezes? De estar com ela mais vezes?

- Oh, não sei, eu vejo-a todos os dias, é da minha escola.

- Ah. Mas se ela não fosse da tua escola, se não a visses todos os dias, gostavas de a ver mais vezes?

- Não sei. Oh mãe, como eu a tenho sempre que quero não sei como será não ter, não é?

- Tens razão filho. A mãe acha que gostas dela. Aliás, muito dela!

- Oh mãe, tu achas?

- Sim filho.

- Oh, eu gosto dela. Que bom. Nunca gostei de ninguém, sem ser de ti mãe, mas tu não contas não é ?

- É. Eu sou mãe, é diferente. Todos os filhos gostam das mães.

- Pois. Gosto muito de ti mãe. E também gosto da Joana.
Mas pode se gostar de mais do que uma pessoa? Assim ao mesmo tempo?

- Claro que sim. O nosso coração é grande, muuuitooo grande, podes gostar do mundo inteiro. Podes gostar de quem gostar de ti, podes amar quem quiseres!

- Amar? O que é isso de amar?

- Deixa estar, a mãe explica-te amanhã. Agora dorme que amanhã tens aula de natação! Beijinhos filho, dorme bem. Amo-te.

- Ah, amas-me. Isso quer dizer que amar é o que as mães sentem pelos filhos não é?

- Sim, também é. É amar.

- Está bem mãe. Vou dormir e sonhar muito muito muito contigo e com o meu coração. Até amanhã.

- Até amanhã filho, apaga a luz, dorme bem.

Francisco H. M.

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