sábado, 25 de setembro de 2010

Sem palavras.

Ela chegou-se perto de mim e não disse nada.
Chegou-se ao pé de mim sem uma palavra. Sem uma única palavra escondida na sua boca.
Eu não disse nada, a minha voz estava fria, tanto que não existia.
O meu pensamento estava quente, quente como a chaleira que assobiava longe, ao lume.
Dei-lhe um chá, para ver se ela tinha palavras.
Bebeu, logo me dirigiu um obrigado. Eu permaneci calado.
Sorri-lhe com o olhar, dei-lhe a mão.

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